segunda-feira, 30 de abril de 2007

A Pequena Bailarina de Campinhos

Moradora de Campinhos no Rio de Janeiro, Thamires, de 11 anos, ganhou a oportunidade de participar do disputado concurso de balé estudantil “Youth American Grand Prix”, em Nova York. A pequena bailarina passou por uma pré-seleção no ano passado, vencendo mais de 100 concorrentes de todo o Brasil. Ela foi uma das 25 bailarinas e bailarinos selecionados.
Os olheiros das maiores companhias de balé do mundo se encontraram em nova York para prestigiar o concurso.
-É uma espécie de Copa do Mundo do balé. Quem se destaca é logo chamado por uma companhia, explica o pai da bailarina, Mauro Chuvas, de 46 anos.
Além de estudar na escola citada acima, os primeiros colocados podem ganhar bolsas de estudos no American Ballet Theatre Studio Company, que promove o concurso.
Thamires começou a dançar com 4 anos de idade. Para ela realizar seu sonho, terá que enfrentar outra etapa: o patrocínio.
A menina precisa de ajuda financeira para acabar de pagar sua viagem, arcada em U$ 6 mil, o equivalente a R$ 12.204 mil. O pai já pôs o carro á venda, a mãe Sandra Chuvas, que é merendeira faz rifas e vende sacolés para vizinhança e as professoras organizam eventos beneficentes para ajudar nas despesas de Thamires no concurso.
- Estou confiante sim, mas também muito ansiosa. Lá estarão bailarinas do mundo todo! Diz Thamires, uma das promessas do Brasil em Nova York.

Desnutrição Infantil

Um dos maiores problemas que a sociedade brasileira enfrenta é a desnutrição infantil, indicada pelo alto índice de crianças em regiões pobres e pelo seu emagrecimento exagerado.
Pesquisas apontam que 38,1% dos menores de cinco anos, nos países em desenvolvimento, como o Brasil, padeçam de um interesse severo do crescimento. entre essas crianças, nove por cento apresenta emagrecimento extremo.
A desnutrição causa muitos danos, dentre eles: a elevação da taxa de mortalidade na infância; o retardo do desenvolvimento psicomotor; dificuldades no aproveitamento escolar; diminuição da altura e da capacidade produtiva na idade adulta, além de enfermidades infecciosas.
No caso do sexo feminino, o retardo no crescimento na infância determina mulheres adultas de baixa estatura, sujeitas a gerar filhos com pouco peso. A criança, por sua vez, terá um maior risco de apresentar dificuldades no crescimento, o que caracteriza o efeito intergerações da desnutrição.
A desnutrição ou as deficiências nutricionais são doenças que decorrem de uma alimentação incorreta, ou ainda do não aproveitamento biológicos de alguns alimentos ingeridos.
As doenças nutricionais podem ser diagnosticadas por meio de exames físicos e laboratoriais. Por serem mais propensas a sofrer algum dano na saúde, as crianças são habitualmente escolhidas como grupo indicador da presença de desnutrição nas populações mais carentes.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Esquecimento do Pai mata o filho

No bairro de Macedo, em Guarulhos, no Estado de São Paulo, Gustavo de Oliveira Garcia de um ano e quatro meses, morreu após ser esquecido pelo pai dentro de um carro. O menino estava trancado no estacionamento do condomínio onde a família mora. A criança ainda foi socorrida num hospital, mas não resistiu à parada cardiorrespiratória.
O biólogo Ricardo César Garcia, 31anos, pai do garoto, foi preso em flagrante no hospital para onde levou o filho. Os policiais foram chamados pela direção da unidade, após constatar a morte da criança. Assim que chegaram, o pai do menino foi encaminhado para o 6º Distrito Policial de Guarulhos e foi indiciado por homicídio culposo, isto é, sem intenção de matar. O biólogo prestou depoimento, pagou a fiança e foi liberado em seguida.
Em seu depoimento, Ricardo alegou que o esquecimento teria ocorrido devido a sua quebra de rotina. Normalmente pela manhã, ele (o pai), a mulher e o filho saíam cedo de carro. Ele deixava a criança numa creche, a mulher no trabalho e depois seguia para o trabalho dele. No entanto, Ricardo estava no seu primeiro dia de féria, quando aconteceu o acidente. Pai e filho ficariam juntos durante este dia. Eles acordaram e, como de costume, os três saíram de carro. O pai deixou a mulher no trabalho e retornou para casa, mas se esqueceu do filho.
Segundo informações de Secretária de Segurança Pública de São Paulo, o pai da criança teria passado mal e desmaiado ao chegar a casa, acordando somente por volta de meio-dia. Após despertar, o marido ligou para a mulher e ela perguntou se ele tinha deixado o filho na casa de um parente. Só então Ricardo se lembrou do bebê e correu até o carro, onde já encontrou o pequeno Gustavo desacordado.
Esse incidente não foi o primeiro que chocou São Paulo: há um ano, outro bebê morreu esquecido pelo pai dentro do carro, que estava estacionado na frente de academia onde ele trabalhava. A criança teve asfixia e queimaduras de primeiro e segundo graus. O pai também foi indiciado por homicídio culposo.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Tensão em ônibus de crianças nas Filipinas

Há alguns dias, na cidade de Manila nas Filipinas, 31 crianças e dois professores passaram uma manhã de tensão. O diretor da pré-escola, Armando Ducat, seqüestrou o ônibus que as levava para uma excursão a Tagaytay, um popular centro de recreação ao sul de Manila, junto ao lago e vulcão Ta'al.
O seqüestrador carregava armas de fogo e granadas. O objetivo de Ducat era fazer com que o senador, Bong Revillad, desse 145 matrículas gratuitas em sua escola, além de uma vigília, casas e terras para as famílias das crianças em Parola, um bairro de Quezón City. De todas as exigências, as autoridades tinham prometido cumprir as duas primeiras.
Pouco antes da libertação das crianças, as pessoas que cercavam o veículo, incluindo parentes e policiais, tinham começado a acender velas para fazer a vigília, uma das condições imposta pelo seqüestrador.
Antes de serem libertadas, as crianças receberam um beijo do seqüestrador. Após a última deixar o veículo, o seqüestrador voltou a travar a granada que tinha em mãos e se entregou.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Dançando conforme a música da vida

O Projeto “Bem dos Pés a Cabeça”, que vem sendo desenvolvido a oito anos nas favelas da Zona Sul do Rio de Janeiro pelo dançarino Jaime Aroxa, está abrindo um mundo de descoberta para crianças e jovens dessas comunidades. “Três, dois, um, mexendo”, é assim que meninos e meninas aprendem a soltar o corpo nos muitos ritmos da dança. O sonho do dançarino Jayme Aroxa era dar para essas crianças o poder de deixar para trás um cotidiano de conflitos, guerras de traficantes e pobreza. Durante oito anos, 1,5 mil crianças dos Morros da Dona Marta, Rocinha e da Cruzada São Sebastião no Leblon se envolveram no Projeto. Atualmente cerca de 100 crianças e jovens têm aulas gratuitas todos os sábados. Os alunos mais experientes estão montando uma companhia de dança.
Coordenadora do Projeto, a professora Luciene Mendes conta que alguns meninos foram tirados das drogas, do mundo do tráfico. Segundo ela, as crianças já estavam com problemas nas suas comunidades e quando encontraram o projeto viram a chance de um recomeço. O “Bem dos Pés a cabeça” tem a idéia de união: quem sabe mais ensina quem sabe menos. Com essa premissa, o objetivo é de formar professores e dançarinos, gente apaixonada pelo projeto.

Levando uma vida de cachorro

Em Ibiúna, interior de São Paulo, a Guarda Municipal encontrou um lugar onde um senhor de 64 anos, mantinha o neto de 2 anos amarrado, literalmente com a corda no pescoço, junto a três cachorros, entre eles um da raça Pit Bull.A criança estava presa há cerca de um mês, segundo o avô. A última refeição do garoto teria sido uma mamadeira com leite, há 20 horas antes da Guarda chegar. O senhor que “criava” o menino como um cachorro, caiu em contradição ao tentar explicar o ocorrido. De acordo com o delegado responsável pelo caso, José Arruda Madureira Júnior, a criança ficava amarrada para evitar que destruísse o jardim da casa. Já à imprensa, o avô informou que mantinha o neto preso para que ele não fugisse enquanto estivesse trabalhando. O delegado disse que a mãe da criança teria começado um novo namoro com outro homem e deixado o menino com o avô. Em depoimento prestado no 1º destrito policial de Ibiúna, a mãe acrescentou que a avó do menino é muito doente e que quem realmente cuidava de seu filho era o avô. No momento do flagrante, a idosa que também mora no local não foi encontrada, por isso prestará depoimento depois.Segundo informações, o pai da criança teria morrido num tiroteio. O tio do menino que mora em Peruíbe (SP), entrou com um pedido de guarda, na Vara da Infância e Juventude da cidade. O juiz, Wendel Lopes Barbosa Souza, disse que para o irmão do pai da criança conseguir a guarda, ele vai ter que comprovar uma boa situação social, estabilidade na cidade onde reside, emprego, uma família apta para à receber a criança e passar por um exame psicológico.O menino está na Casa da criança, um abrigo para menores da cidade, esperando pedidos de guarda.

quinta-feira, 22 de março de 2007

O destino de crianças abandonadas

Muitas crianças brasileiras tinham dias, meses de vida quando foram abandonados horas depois do nascimento, ainda nas maternidades, em abrigos ou no Juizado de menores.
É preciso ser forte para assimilar o que essas crianças vivem ou já viveram; as histórias que elas contam ou poderiam contar se não estivem “presas” num abrigo. Um menino que não se lembra há quanto tempo foi abandonado. deu um depoimento dizendo: “Minha avó me deixou aqui porque não tinha ninguém para cuidar de mim”.
Esse relato é de um menino recordando a sua história. Entretanto, a grande maioria não tem coragem de relatar, devido a vergonha que sentem. Certas crianças preferem viver num mundo de sonhos, onde os pais, de uma hora para outra, vão aparecer. Em alguns casos, a família não existe mais ou desapareceu. Corredores e salas desses abrigos e juizados também protegem aqueles que sofreram abuso sexual de padrasto, do pai ou irmãos mais velhos.
Dois caminhos esperam por essas crianças: as que têm a saúde perfeita, a adoção; os que têm algum tipo de deficiência podem ser rejeitados mais uma vez, pois raramente são adotados.
O problema da adoção no Brasil é bastante grave. Os brasileiros querem crianças de até 3 anos de idade e normalmente sozinhas, sem os irmãos. Em São Paulo, pesquisas apontam que, pelo menos 55% dos abrigos são formados por grupos de irmãos, os quais não podem ser separados.
Uma pesquisa feita pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional de São Paulo, indica preferências assustadoras, na visão dos especialistas. Confira o perfil de crianças pretendidas pelos futuros pais:
  • 99,32% só querem uma criança;
  • 82,68%, procuram crianças com, no máximo, 3 anos;
  • 49,39% só aceitam se for branca;

E uma surpresa: 83,32% dos candidatos são casais; 41,41% têm curso superior completo; 43,29% não aceitam irmãos.
Cada dia perdido dentro de um abrigo é um dia sem beijo, sem abraço, sem um carinho de mãe, seja ela biológica ou adotiva.
O estudante Arthur carvalho Delorme define bem o ato de adotar uma criança:
"Adoção é escolher uma pessoa que é importante para você”.